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Entre amor e supertições

07:24:00

Hoje eu venho falar de uma história que envolve superstição e folclore. Tenho certeza de que, ao longo da leitura, vão se identificar e se perguntar se embaixo de General Severiano  tem algum gato enterrado.

Avellaneda é uma cidade argentina, localizada na província de Buenos Aires. Nela estão dois dos times de maior rivalidade na América do Sul: Racing e Independiente.

O Racing era um dos maiores campeões argentinos até a década de 60. Foi campeão nacional em 66 e conquistou a Copa Libertadores em 1967, diante do Nacional-URU. Naquele ano se tornou a primeira equipe argentina a ser campeã mundial derrotando o Celtic (ESC) que tinha vencido a Champions League.

Mas desde então, o Racing Club mergulhou em uma seca histórica de títulos.

A lenda diz que o jardineiro do Racing era torcedor do rival, Independiente, e que no ano seguinte ele permitiu a entrada de torcedores no Cilindro, estádio do Racing, para enterrarem sete gatos mortos. A partir daí, começava a maldição contra "El Primer Grande".

Os torcedores e dirigentes do clube descobriram a história e começaram a questionar se era possível algum tipo de maldição.

Foi realizado um mutirão para exumação dos gatos, porém só encontraram seis deles. Passados longos e longos anos sem títulos, em 1998, ocorreram novas buscas e só então encontraram e retiraram o sétimo gato.

3 anos após encontrar o último gato, em 2001, mesmo com um time modesto, o Racing quebrou a maldição e conseguiu um título argentino, após 34 anos.

Vindo para terras brasileiras, naquele mesmo ano de 1968, o Botafogo que tinha uma seleção nos anos 60, conseguiu o seu primeiro título no Campeonato Brasileiro. E misteriosamente começava o mesmo jejum de títulos do Racing.

Após 1968, foram 21 anos sem conquistas! Jejum que só foi encerrado em 89. Nosso último título nacional foi em 95. O período de 68 a 89 se passaram 21 anos, o mesmo tempo que estamos sem títulos nacionais até hoje!

A história do Racing é bastante parecida com a do Glorioso. O Racing era um time que ganhava tudo e de todos. Idêntico ao Botafogo, em relação aos bons resultados e que chegou a ter metade do seu time jogando pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 1962.

E no final dos anos 60 ambos começaram com sua “maré de azar”.

Com certeza o pensamento dos torcedores alvinegros é que alguma maldição foi lançada ao clube. Pois estamos passando por anos sem títulos de expressão.

Em um grande clube de tradição como o Botafogo não poderia faltar alguém supersticioso. O nosso era Carlito Rocha. Carlos Martins da Rocha, brasileiro nascido no ano de fundação do clube. Futebolista, técnico e campeão carioca em 1912 e 1935 pelo Glorioso.

Carlito foi quem adotou o Mascote Biriba, o cachorro botafoguense que invadiu o campo após o Botafogo vencer o Madureira. Em dias de jogos ele mandava Aloísio, o roupeiro, trançar as cortinas de General Severiano para dar sorte e também a utilização das mesmas peças de roupas da vitória anterior. Aloisio era a aglutinação de todas as superstições no Botafogo, fazia o time repetir roupas, ficar na mesma posição durante os jogos e dizia até ter visões antes dos jogos. Uma delas foi a de que o Botafogo precisava jogar de mangas compridas na final de 62 contra o Flamengo. Ganhamos de 3x0.

Carlito Rocha faleceu no ano de 1981. Após sua morte, ficamos outros oito anos sem título com o grito de "É campeão!" entalado na garganta. Quatro anos mais tarde ganhariamos um título de expressão internacional, a Conmebol de 93. E Apenas dois depois, conduzidos por Tulio e companhia nos tornamos Campeões Brasileiros em 1995.

Parecia que tudo tinha mudado, o Botafogo havia voltado a ser Botafogo e os títulos voltaram. Mas estranhamente logo depois de 95, um novo jejum começa...

Será que precisamos de outro Carlito para voltarmos a vencer? Ou precisamos desenterrar alguns gatos em General Severiano?

Existem coisas estranhas que só acontecem ao Botafogo, como tomar empates e até viradas nos acréscimos, esquentar uma vaga na Libertadores durante o ano todo, para no último jogo perdê-la.

Eu, como torcedora botafoguense, acredito no grande potencial que tem a Estrela Solitária. A estrela que brilhou para Garrincha, Nilton Santos, Heleno, Zagallo, Túlio Maravilha entre outros que fizeram as arquibancadas torcerem e gritarem “campeão!” mas fiquei curiosa com a história dos gatos de Avellaneda.

Mas com ou sem superstições:
"Ser Botafogo é escolher um destino é dedicar-se a ele. Não se pode ser Botafogo como é outro clube: você tem que ser de corpo e alma", Mário Filho

E vocês, acreditam em superstições? Acreditam em coisas sobrenaturais como essas? Diga nos comentários!

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